As últimas em Entrevistas

  • » Rui Silvares

    silvares.jpg“Lá bem no fundo, a arte foi sempre uma coisa de elites, negócio dos poderosos. Pelo menos aquela Arte, com “A” grande, que vem nos livros de história mais coloridos. Os artistas produziam em função de encomendas, fosse para os faraós do Antigo Egipto ou para os Papas da Renascença italiana. O povo era parte estranha ao processo, fazia o papel de basbaque, olhando sem compreender, na maioria das vezes.”

    Beto Canales entrevista o Artista português Rui Silvares sobre “A”rtes e “a”rtes entre outras pinceladas.

  • » Wry: Mário Bross

    mc.jpgSou meio “naive” a qualquer tipo de sofrimento ou dificuldade. Posso parecer louco, mas sou assim. É como se eu não entendesse sofrer do mesmo jeito que a maioria entende. O rock alternativo no Brasil não é visto como algo antigo e experiente, é novidade ainda. Eu vejo uma mudança muito grande acontecendo desde 2001 e o ápice disso tudo foi o CSS ter estourado no mundo. Eu acho fantástico. As vezes, as pessoas reclamam demais.

    Zan entrevista Mário Bross, vocalista, letrista e compositor do Wry.

  • » Imigrantes, o Reino Precisa Deles

    pl1.jpgEu concordo que a maioria das pessoas na Grã-Bretanha hoje não apoiariam uma fronteira-livre, mas isto não significa que atual controle de imigração é justificado. Nós deveríamos continuar fazendo campanhas contra eles de forma que um dia esta migração seja abolida. Além do mais, abolir a escravidão ou mulheres conquistando o voto, parecia ser um sonho impossivel mas eventualmente se tornou realidade.

    Zan entrevista o autor de Immigrants: Your Country Needs Them Philippe Legrain.

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As últimas em Fiction

  • » Aline

    rani1.jpgOs pensamentos que se seguiam a imagem de Aline eram, para um padre que está pretensamente pleno com sua condição de pastor do rebanho, preocupantes. Augusto conseguia se imaginar vivendo ao lado dela, vendo-a adormecer e acordando com ela todos os dias. Chegou a pensar na possibilidade de ser pai. E a imagem que projetou dela grávida, em um cenário doméstico, foi última gota. Sua vida estava nas mãos dela que nem podia imaginar isso.

    Por Ranice Pedrazzi Pozzer.

  • » Primavera Nos Dentes

    fab12.jpgAh, como eu decidi? Simplesmente acordei hoje, como acordo todos os dias, coloquei a discografia da Nara Leão pra tocar no som – se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí, podiam colocar isso como meu epitáfio, anota e me faz esse favor? – comecei a beber, fumar, a televisão sem som num canal internacional de notícias – é engraçado ficar imaginando o que está acontecendo em línguas que desconheço – e decidi. É, simples assim, ora. Não é emprego, nem casamento, essas coisas que precisam de cerimônia. Não tenho contrato assinado com Deus.

    Por Fábio Vanzo.

  • » Frio

    denise1.jpgHá muito que fazer, mas vou rápido. Vou e volto num minuto. Talvez ele nem note que não estou. Sempre tão quieto, sempre em silêncio. Nunca responde às minhas perguntas, nem ao meu bom dia, não retribui com olhares os beijos que lhe mando da porta, nunca reclama. Mesmo assim, não quero que fique desconfortável, não quero que sinta medo, não quero que pense que eu o deixei. Eu sei, ele queria me deixar, mas isso foi antes. Antes do medo de sucumbir ao frio. Agora precisa de mim para ficar aquecido. Talvez se trocar os cobertores por um edredom? Sim, vou fazer isso. Vou colocar aquele verde, com estampas em tom mais escuro. É bastante quente. Acho que assim ele ficará bem.

    Por Denise Ravizzoni.

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As últimas em Flash Fiction

  • » Bacante

    sheyla1.jpgNum rompante, ela foi até ele e esfregou seu corpo no dele, sussurrando: “Quer me comer agora?”

    O baixote não respondeu, mas seu corpo imediatamente seguiu o dela, em silêncio. Ela estava achando aquilo tudo muito divertido e o ar patético do coroa enfatizava isso. Entraram no quarto e ela fechou a porta.

    Por Sheyla Amaral.

  • » Intensa

    rani1.jpgOs amigos que vieram jantar com ela no sábado estranharam. A comida que sempre fora temperada na medida, com aquele gostinho de carinho de mãe, agora ardia na boca. Os molhos que acompanhavam os pratos eram muito temperados. Lívia comia com prazer. Tudo estava exatamente como ela queria. Os sabores eram exatos. E riu quando os amigos começaram a beber sem parar e a respirar pela boca. Eles ainda não estavam preparados para a intensidade.

    Por Ranice Pedrazzi Pozzer.

  • » Tão Forte Quanto o Aço

    emersont.jpgPor um instante Marcos se deixa levar como que envolto numa nuvem, vê-se em Porto Alegre antes de irem para aquela pequena cidade no interior do Estado. Lembra de Joana no quarto, feliz enquanto preparava as malas para passar o feriado naquela cidadezinha coberta por verde. Joana falava entusiasmada sobre a criação de cavalos Crioulo que havia lá. Marcos ouvia a tudo enquanto fumava um cigarro.

    Por Emerson Wiskow.

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As últimas em Poesia

  • » Trapézio… Retrospectiva

    syl1.jpgUm gigante movendo-se no espaço de lá pra cá, a platéia hipnotizada o seguia com acordes flutuantes de: ah, ah, ah… O eco do som explodindo na noite embalada pela música do Seu Jorge:

    “É isso ai! Há quem acredita em milagres
    Há quem cometa maldade
    Há quem não saiba dizer a verdade“…

    Tempo de uma emoção!
    Malabaristas de plantões na jornada da vida.

    Por Syl Signoretti.

  • » Seu Amor ou Mais Nada

    sintia.jpgEncolhi a barriga e
    passei perfume
    francês.
    Subornei os deuses
    e o diabo, em troca
    do seu amor.

    E no fim..
    Você me diz
    educadamente: Somos
    bons amigos.

    Por Sintia Lira.

  • » O Gosto da Carne

    felipe1.jpgEntorpecido eu quis de novo o impróprio do sabor em minha língua e procurei-o em outras bocas, outros sexos e era tudo falta.

    Era tudo um silêncio ensurdecedor e eu emudeci

    (Eu queria um pedaço do teu sossego).

    Eu amo o teu pé branco e marcado como com a cruz.

    Por Felipe Lima.

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As últimas em Música

  • » Música e Preconceito

    amy_winehouse.jpg Ela canta com voz de uma negra gorda de 40 anos, tem uma expressão corporal de uma etíope raquítica de 60 e um cérebro de uma menina branca e mimada de dez, destas crianças que nem os pais suportam. Não bastasse isso, é viciada em drogas, dizem que das pesadas, além de álcool e tudo mais que destrua a saúde. É pouco? Pois tem mais…

    Estreiando na 3:AM Magazine Brasil como editor, Beto Canales esclarece o que realmente importa sobre Amy Whinehouse.

  • » Velhos Britpoppers Não Morrem

    benmyers.jpgBritipop não destruiu o indie mas deu um alerta às gravadoras para o apetite do publico por nerds magrelos denunciando a cultura americana e proclamando seu próprio fulgor. Claro, além de algumas cidades européias e o bizarro disco-japonês, o mundo permaneceu largamente despreocupado pelo Britpop, possivelmente por ser um movimento baseado numa cultura reciclada três décadas de importância da referência distintamente Inglesa indicando (as letras de Small Faces, o pesado refrão do Wire, o estilo de vestir de Grange Hill) em vez de qualquer coisa aproximando inovação.

    Ben Myers admira porque britpoppers estão pegando canetas invéz de guitarras.

  • » For All The Fucked-Up Children Of The World

    fucked_up_1.jpgErik descobriu algumas intragáveis opiniões durante o curso de sua pesquisa — muitas mostradas em suas verdadeiras cores — Como você trabalha e alega que é amigo de alguém que mais tarde é descartado como um ditador sem talento? Ja li estes tipos de livros antes, estou bem ciente de queixas e amarguras de secundários membros de bandas, que tem seu talento ignorado, dizem eles. Dito isto, este é um livro a base de muito boa pesquisa.

    Do fundo do baú. Importante figura do Pop Underground Inglês Sonic Boom escreve exclusivamente para 3:AM sobre a história Spacemen 3 e Spiritualized.

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As últimas em Crítica

  • » O Bigode

    bigode1.jpgA trama evolui ao ponto em que ora Marc acredita – e nos leva junto – que ele é quem está louco e por isso faz sofrer a amada, para momentos depois concluir que ela é quem enlouqueceu e deve ser tratada com cuidado e amor. Carrère leva o choque de relacionamentos ao extremo: o quanto alguém estaria disposto a amar quem não acredita nele? Ou como seria possível amarmos sem acreditar na pessoa?

    Por Jefferson Luiz Maleski.

  • » Dexter: A Mao Esquerda de Deus, de Jeff Lindsay

    dexter.jpgQuem já segue a série Dexter (Showtime, 2006) – atualmente ela está no começo da terceira temporada – deve se surpreender com a escrita leve de Jeff Lindsay. É impressionante como ele consegue contar de forma descontraída e carregada de humor negro, em primeira pessoa, a história de um assassino em série. Esta tática faz com que o leitor conheça os pensamentos sombrios e contraditórios de Dexter. Pode-se tentar entender e até simpatizar com o seu modo de pensar.

    Por Jefferson Luiz Maleski.

  • » O Caçador de Pipas

    1942t.jpgO que diferencia um livro bom de um ruim? Alguns diriam que é a estória em si. Mas, e se existissem dois livros sobre a mesma estória, o que tornaria um deles melhor que o outro? Provavelmente a capacidade de um dos autores em melhor criar a arte literária, expressando de um modo único e perfeito aquilo que deseja transmitir. Sabe-se que duas pessoas podem presenciar o mesmo fato e o narrarem em versões totalmente distintas.

    Por Jefferson Luiz Maleski.

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As últimas em Nonfiction

  • » Campanha Desacelera: Por Uma Vida Com Menos Pontos de Exclamação

    janat.jpgVivemos dias em que até as plantas e os cachorros sofrem de estresse.

    E por quê?

    Porque perdemos a noção.

    Porque passamos nossos dias olhando um relógio e correndo atrás dele, enlouquecidamente, abrindo mão de coisas importantíssimas para garantir um futuro que, na realidade, nunca vem com garantia nenhuma.

    Por Jana Lauxen.

  • » O Mito e o Pecado Contrário

    leticia1.jpgCrianças caçando mitos em seus mundos longe de casa. Mulheres trabalham por mitos. Homens desejam mitos. Calados, transfigurados, imagens reveladoras do traço que não fizemos. Criamos, mas não nos pertencem. São mitos e nós somos mudos. Não somos donos nem de nossos pecados. Pecados lavrados, penhores para o futuro e anos a mais. Mitos no mundo que fora moderno e hoje envelhece turvo de tudo que já fora descoberto.

    Por Letícia Palmeira.

  • » Relaxa

    rob1.jpgPelo amor de Deus! Deixem-me rir quando não posso, deixem-me não-saber-de-qualquer-coisa, deixem-me ficar sério e em silêncio quando acordo. Deixem-me dormir tarde-que-faz-mal-pra-saúde, deixem-me não gostar de futebol e de Ronaldinhos, deixem-me não saber usar martelos e pregos, deixem-me chorar quando ninguém está chorando ou rir na mesma proporção, deixem-me não achar graça de piadas e odiar contá-las.

    Por Robson Schneider.

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