As últimas em Entrevistas
» Wry: Mário Bross
Sou meio “naive” a qualquer tipo de sofrimento ou dificuldade. Posso parecer louco, mas sou assim. É como se eu não entendesse sofrer do mesmo jeito que a maioria entende. O rock alternativo no Brasil não é visto como algo antigo e experiente, é novidade ainda. Eu vejo uma mudança muito grande acontecendo desde 2001 e o ápice disso tudo foi o CSS ter estourado no mundo. Eu acho fantástico. As vezes, as pessoas reclamam demais.
Zan entrevista Mário Bross, vocalista, letrista e compositor do Wry.
» Imigrantes, o Reino Precisa Deles
Eu concordo que a maioria das pessoas na Grã-Bretanha hoje não apoiariam uma fronteira-livre, mas isto não significa que atual controle de imigração é justificado. Nós deveríamos continuar fazendo campanhas contra eles de forma que um dia esta migração seja abolida. Além do mais, abolir a escravidão ou mulheres conquistando o voto, parecia ser um sonho impossivel mas eventualmente se tornou realidade.
Zan entrevista o autor de Immigrants: Your Country Needs Them Philippe Legrain.
» Culture is Our Weapon
Para ser honesto, qualquer que sejam meus sentimentos sobre a situação dos direitos humanos no brasil, eu não me acho, necessariamente, uma pessoa qualificada para escrever sobre isto. O que me excitou sobre a história do Afro-Reggae, no entanto, foi por ter dado voz à pessoas que geralmente não são ouvidas. Francamente, quem quer saber o que um Inglês sente sobre os direitos humanos no Brasil? É muito mais interessante e poderoso ouvir isto dos que estão vivendo no meio dos problemas.
Zan entrevista o romancista e autor de Culture is our Weapon Patrick Neate.
As últimas em Fiction
» Projeção Astral
Richard Branson, dono da
Virgin Galactic e capitalista multifuncional, assistiu
emocionado à ascensão rápida de seu foguete. Morgan
Freeman, Paris Hilton, Madonna e outras celebridades
maravilharam-se com o planeta que encolhia até o
oitavo minuto de vôo, quando o motor de combustível
sólido explodiu no limiar da Atmosfera lançando uma
chuva de cinzas estelares no oceano Pacífico. Comoção
mundial e especiais na TV.Por Patrick Brock.
» Amargo
Analisou apalpando os dedos. Seria o miudinho, mas o miudinho não daria nem para o transporte. Então o do anel, este daria pra pagar a operação. Não, seria o do meio, pois pelo tamanho sobrava até um pouco de dinheiro. Será que pagariam bastante? E o polegar? Não, depois não dava para segurar mais nada. Então o de apontar, que é importante e custa bastante. Vai ser o da mão esquerda. Sem ele daria pra segurar a cana, pois cortava com a direita. Ficaria mais lento pra trabalhar, mas pelo menos não precisaria fazer os serviços de Isaura.Por Reinaldo Melo.
» The Last Time I Was Richard
Se me perguntarem se agora sou mais feliz, ainda não estou pronto para responder. Talvez nunca esteja; a felicidade é efêmera, fugaz. A maior fonte de alegria é não se sentir na obrigação de estar alegre. A vida é assim: uma hora você está sonhando e na outra está acordado. Qual é a verdade? Qual é a mentira? Não sei… Apenas digo que agora estou bem acordado e tudo me parece real, e, para mim, isso basta.
Por Everton Lourenço.
As últimas em Flash Fiction
» O Profeta das Pequenas Coisas
Cuidadoso, sagaz, metódico, apanhava alguns restos dos sacos plásticos meio abertos, olhava, revirava, cheirava e depois comia. Algumas vezes comia sem cheirar. Outras, cheirava sem olhar. Quase sempre olhava sem comer. E assim, sobre o lixo, sobre sacos, sobre restos, sobre vida vivia. Orbitava dentro daquele universo de resquícios da existência alheia fétidos como ele, descartados como ele e indesejáveis como ele. Por Jefferson Luiz Maleski.
» Antitetânica
É névoa de sonho mesmo em nossos olhos, rapaz, aquelas coisas todas que imaginamos e gritamos. É no tédio que o ser humano se rebela, um levante psicológico, transmissível, redobrado. Depois de uns minutos arrastados, de prosa sem parar, chega a hora de vestir o arreio, as esporas, sentar na baia. Se pudesse, ficava encarando esse brinquedo espinhoso, de veludo e pimenta, imaginando como construir o melhor origami de idéias. Por Patrick Brock.
» O Conselho do Mar
Decidida, caminhou em direção à água fria. Uma, duas… seis ondas depois e o pé já não tocava a areia, Marina boiava, castigada pelas bravas ondas noturnas. De repente, afunda. Queria submergir, afundar e afundar eternamente. Sentia com prazer as narinas sendo invadidas pela água salgada, que descia queimando por sua garganta.Por Bianca Motta.
As últimas em Poesia
» Amor Pensado
Quisera eu acreditar no amor como algo inventado na idade média, moderna ou antiga.
Que algum filósofo ou escritor pensou e puf! criou o amor.
Fácil assim.
Sem paranóia.
Talvez se acreditasse nisso também acreditaria que posso dizer o que eu quiser que o amor é e puf! acreditariam em mim.Por Jefferson Luiz Maleski.
» 3 Poemas
Quem nasceu na vida assim
Pobre como eu nasci
Tem que ganhar seu din-din
Saltando daqui prá’liQuem me viu numa zerada
Que veio lá do Japão
Eu mesmo não tenho nada
Ela é do meu patrãoPor Elói de Paula Pereira.
» Cágados, gatos & Etc
NHAC!
Abocanham os polegares,
indicadores e os mindinhos…
Deixo o menor cair
e espatifar-se no chão.
Pobre coitado.
Pequenos pedaços
p/todos os lados.
As formigas removem
seus cadáveres.
Não sabia que os pequenos
podiam ser tantos.
Cágados são bacanas,
mais que gatos.Mais um pseudo-poema de Rodrigo Chagas.
As últimas em Música
» Velhos Britpoppers Não Morrem
Britipop não destruiu o indie mas deu um alerta às gravadoras para o apetite do publico por nerds magrelos denunciando a cultura americana e proclamando seu próprio fulgor. Claro, além de algumas cidades européias e o bizarro disco-japonês, o mundo permaneceu largamente despreocupado pelo Britpop, possivelmente por ser um movimento baseado numa cultura reciclada três décadas de importância da referência distintamente Inglesa indicando (as letras de Small Faces, o pesado refrão do Wire, o estilo de vestir de Grange Hill) em vez de qualquer coisa aproximando inovação.
Ben Myers admira porque britpoppers estão pegando canetas invéz de guitarras.
» For All The Fucked-Up Children Of The World
Erik descobriu algumas intragáveis opiniões durante o curso de sua pesquisa — muitas mostradas em suas verdadeiras cores — Como você trabalha e alega que é amigo de alguém que mais tarde é descartado como um ditador sem talento? Ja li estes tipos de livros antes, estou bem ciente de queixas e amarguras de secundários membros de bandas, que tem seu talento ignorado, dizem eles. Dito isto, este é um livro a base de muito boa pesquisa.
Do fundo do baú. Importante figura do Pop Underground Inglês Sonic Boom escreve exclusivamente para 3:AM sobre a história Spacemen 3 e Spiritualized.
» My Bloody Valentine’s Loveless
Da era shoegazing, qual o autor firmamente o coloca, mas também procura montar um conjunto de argumentos para que seja considerado um álbum clássico, este é, provavelmente, o único candidato que poderia chegar a tal lista… Como eu ja disse, pedantes que gostam de nada mais que discutir os minimos detalhes.
A. Stevens da o veredito na 33 1/3 edição do Loveless My Bloody Valentine.
As últimas em Crítica
» O Caçador de Pipas
O que diferencia um livro bom de um ruim? Alguns diriam que é a estória em si. Mas, e se existissem dois livros sobre a mesma estória, o que tornaria um deles melhor que o outro? Provavelmente a capacidade de um dos autores em melhor criar a arte literária, expressando de um modo único e perfeito aquilo que deseja transmitir. Sabe-se que duas pessoas podem presenciar o mesmo fato e o narrarem em versões totalmente distintas.
Por Jefferson Luiz Maleski.
» A Arte de Escrever com Arte
Quando um livro menospreza o leitor pela falta de qualidade, editoração, zelo e técnica, é como se aqueles que o escreveram, editaram e publicaram pensassem da mesma forma. Ou trabalhassem de modo apressado e desatencioso para lançar a obra. Não sei qual das opções seria a pior. É uma extrema falta de consideração para com o leitor, justamente daqueles que dependem dele para sobreviver: a editora e o livro.Por Jefferson Luiz Maleski.
» Um Longo Lamento
Ela é uma estudante de cinema que se limitava a viver do Alcoólico – que é mesmo um alcoólatra, além de ser viciado em outras drogas. A protagonista-sem-nome se torna viciada por osmose. Mas o que mais lhe prejudica é o vício que tem pelo Alcoólico. O plano era simples: namorarem, casarem e serem felizes para sempre. O Alcoólico é um cantor e guitarrista de rock que é quase uma lenda na faculdade. Seus shows têm uma espécie de mística, sempre acontece algo de extraordinário em suas apresentações. Mesmo que isso signifique contar a “sua obscura história pessoal ao som de ‘Sympathy for the Devil’”.
Rafael Rodrigues critica Um longo Lamento de Amanda Stern.
As últimas em Nonfiction
» Lágrimas e Dúvidas
Quando Senhor verei a cor da saudade, sem nenhum sentimento de dúvida? Parece existir alguém de um poder maior, minha mente. Um complexo de inferioridade preso dentro dessa bolha enigmática do “eu”, que quando sai para o mundo, se transforma, iludido nessa eterna fantasia de se achar o melhor. Um conflito claro de alguém que está perdido. Mas sei que existe uma felicidade honesta e real quando estou seguro ao lado da imperfeição dela, minha flor e meu petróleo; me sinto útil.
Por Mário Bross.
» Arte Empacada
Não é de hoje que a sociedade repele manifestações artísticas diferentes do já estabelecido e valorizado. Foi assim como o Impressionismo, no século XIX. A diferença é que agora o que chamam de vanguarda é sustentado pelo sistema, ou seja, é incoerente. A arte conceitual inaugura um nicho nas artes visuais que não pode se utilizar dos parâmetros tradicionais para estabelecer seu valor.Por Adriana Baggio
» O PaN, a TAM, a Bunda e o Gozo
O brasileiro é um bicho engraçado e nada como os “grandes” eventos e as “grandes” tragédias para que esta graça fique evidente. Há umas duas semanas, o país era de uma festa só. Era o cristo de sabão eleito como maravilha do mundo, ao mesmo tempo que uma maravilha chamada ação do governo contra o tráfico matou 19 pessoas (a maioria executada) no complexo do Alemão, para o qual o cristo de sabão dá as costas. Pois é, a estátua sabonete é mais importante do que a vida humana.
Por Reinaldo Melo.

